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Brevidade de araruta – Fofinha e muito aromática

Brevidade de araruta – Fofinha e muito aromática

O que eu sabia sobre a araruta é que era um tipo de amido e que minha mãe não conseguia encontrar araruta para comprar nem em São Paulo. Minha mãe falava que os sequilhos e as brevidades de araruta ficavam muito diferentes, nada comparável às brevidades feitas com amido de milho. Eu, que nunca nem tinha comido brevidade de amido de milho (maisena) não ligava muito para essa comparação, afinal, nem o aspecto do tal bolinho eu sabia como era. Nem mesmo tinha tido tempo para pesquisar sua aparência em blogs.

brevidade de araruta Brevidade de araruta   Fofinha e muito aromática
Brevidade de Araruta 

Foi só quando comprei o livro “Ingredientes” de Loukie Werle e Jill Cox que entendi o que – de fato – era a araruta bromatologicamente falando (bromatologia* foi minha matéria preferida na faculdade de Farmácia). O livro (que eu super recomendo) lista ingredientes por tipo e mostra fotos e dados dos alimentos. Lá na página 171 há uma foto da famigerada (mas sumida) araruta e a descrição e significado é:

Araruta: Amido obtido dos rizomas de plantas tropicais (chique, não?). Use em biscoitos e pudins. Quando usado para ligar, deixa o molho e o glacê transparentes.

Amido de milho: Amido obtido do milho. Use em biscoitos e pudins. Quando usado para ligar, deixa o molho e o glacê mais claros

Ao lado da imagem da araruta há uma imagem do amido de milho e pode-se notar que a araruta é bem mais fina e mais branca que o amido. Nota-se que a araruta é uma farinha mais nobre que o amido de milho.

Finalmente – e é por isso que estou ensinando esta receita – minha mãe encontrou araruta (amido de plantas tropicais) para vender em uma única banca no mercadão em São Paulo e, só então, matei minha curiosidade e descobri o que é araruta e o sabor dela. O preço, cerca de 4 vezes o valor do amido de milho também prova o quanto esse tipo de amido é mais nobre. E por que é tão difícil encontrar araruta para vender? Talvez as pessoas não saibam o quão diferente fica uma receita quando se usa a araruta.


A brevidade de araruta, por exemplo, é muito macia, aerada, fica com uma casca crocante, a qual pode ser conferida na foto da brevidade acima, e o aroma (de que acabou de sair do forno, sabe?) permanece por dias. Depois de provar a brevidade descobri o porquê dela ter esse nome… Sua vida é muito ‘breve’, comi em poucos segundos.

Bom, então chega de conversa e vamos à receita de brevidades de araruta (receita da minha mãe, claro, os créditos são todos dela).

Brevidade de Araruta, receita
Ingredientes

  • 300 gramas de araruta
  • 300 gramas de açúcar peneirado
  • 3 ovos grandes
  • raspas de 1 limão, só a parte verde para não amargar (opcional)
  • manteiga para untar

Como fazer a brevidade de araruta

  1. Bata claras em neve firme e reserve
  2. Bata muito bem as gemas com o açúcar (até ficar clarinho, sabe?).
  3. Acrescente as raspas de limão e mexa
  4. Junte as claras em neve e mexa delicadamente (para não murchar)
  5. Acrescente a araruta, também delicadamente
  6. Coloque em forminhas untadas (até a metade)
  7. Leve ao forno médio até dourar

Imagem: A foto da brevidade veio daqui.

Dicas OQuêComerHoje?

  • Brevidades de araruta servidas com um café fresquinho são de comer com olhos fechados.
  • Se sua batedeira for a planetária (como a da mamãe), não precisa bater a clara em neve, bata os ovos inteiros com o açúcar, mas por mais tempo.

* Bromatologia é a disciplina científica que estuda integralmente os alimentos. Sua composição qualitativa e quantitativa; o significado higiênico e toxicológico das alterações e contaminações, como e porque ocorrem e como evitá-las; qual é a tecnologia mais apropriada para tratá-los e como aplicá-la; como utilizar a legislação; segurança alimentar; protecção dos alimentos e do consumidor; quais os métodos analíticos a aplicar para determinar a sua composição e para determinar a sua qualidade.

Obs.: Se você souber de mais lugares onde comprar araruta, por favor deixe nos comentários. Abraços, Renata Fraia

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As receitas apresentadas no “OQueComerHoje“, com raras exceções, são previamente testadas. Respeito por você.

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 Brevidade de araruta   Fofinha e muito aromática

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Brevidade de araruta – Fofinha e muito aromática

Mais receitas para se preparar na cozinha

Bacalhau cremoso: receita da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Bacalhau cremoso: receita da Sociedade Brasileira de Cardiologia

escondidinho de peixe receita fotos Bacalhau cremoso: receita da Sociedade Brasileira de Cardiologia
Bacalhau cremoso

As minhas receitas que mais fazem sucesso no OQuêComerHoje? são as receitas com peixes, principalmente merluza e bacalhau. Buscando alguma receita para escrever hoje lembrei-me que hoje é o dia mundial do coração, então, nada mais natural que escrever uma receita saudável e que faz bem ao coração. A receita escolhida para comemorar a data foi a receita de bacalhau cremoso da Sociedade Brasileira de Cardiologia (Cardiol).

Bacalhau Cremoso, Receita
Ingredientes:

  • 1 kg de bacalhau demolhado, cozido e desfiado em lascas
  • 4 cebolas em rodelas
  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 colher (sopa) de creme vegetal light
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho
  • 1/2 litro de leite desnatado
  • sal e noz-moscada a gosto
  • 1/2 kg de batatas cozidas cortadas em cubinhos
  • 1 lata de creme de leite light (300 ml)
  • 4 claras em neve
  • farinha de rosca para polvilhar

Modo de preparo do bacalhau cremoso

  1. Em uma panela aqueça o azeite e doure a cebola. Coloque as lascas de bacalhau e cozinhe durante 5 minutos.
  2. Dissolva o amido de milho no leite.
  3. Em outra panela derreta o creme vegetal, adicione o amido de milho já dissolvido e leve ao fogo até obter um creme espesso, mexendo sempre. Tempere com sal e uma pitada de noz-moscada.
  4. em um recipiente misture o bacalhau, o creme, as batatas, o creme de leite e as claras em neve.
  5. Leve ao forno pré-aquecido (180º) em um refratário polvilhado com farinha de rosca, por aproximadamente 20 minutos.

Veja mais 

As receitas apresentadas no “OQueComerHoje“, com raras exceções, são previamente testadas. Respeito por você.

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 Bacalhau cremoso: receita da Sociedade Brasileira de Cardiologia

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Bacalhau cremoso: receita da Sociedade Brasileira de Cardiologia

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BOLINHOS DE COUVE FLOR AO CURRY

BOLINHOS DE COUVE FLOR AO CURRY

bolinhoscouveflorcurryjamieoliver BOLINHOS DE COUVE FLOR AO CURRY
1 couve-flor
farinha para polvilhar
óleo vegetal
opcional: um pequeno pedaço de batata descascada
um punhado de salsinha fresca, folhas colhidas
sal marinho
1 limão

para a massa
1 colher de chá de sementes de cominho
2 colheres de chá de sementes de mostarda preta
2 pimentões vermelhos secos
1 colher de chá de pimenta preta
200g de farinha com fermento
½ colher de chá de açafrão
350ml de chopp
sal marinho

Primeiro faça a sua massa. Esmague o cominho e sementes de mostarda, pimentões e pimenta em um pilão até ter um pó. Coloque a farinha em uma tigela e misture as especiarias. Despeje a cerveja/chopp e misture delicadamente. Verificar a consistência – espessura de natas. Se estiver muito grossa, misture mais cerveja. Não se preocupe muito em ter pequenos pedaços de massa, ela fica crocante quando você começar a fritar. Tempere com sal.

Lave a couve-flor, escorra e enxugue com papel de cozinha. Coloque os pedaços de couve-flor em uma tigela e polvilhe com um pouco de farinha.

Despeje o azeite em uma panela funda e aquecê-la a 180 ° C. Se você não tiver um termômetro, não se preocupe, basta soltar um pedaço de batata no óleo. Quando ele flutua à superfície e começa a chiar, o óleo estará na temperatura certa e retire as batatas da panela.

Um por um, mergulhe os pedaços na massa de cerveja, em seguida, coloque-os cuidadosamente no óleo quente. Frite os pedaços com cuidado, virando um par de vezes com uma escumadeira. Quando eles estiverem dourados, tire do óleo, escorra em papel absorvente. Polvilhe com sal e esprema mais um pouco de suco de limão.

Jamie Oliver Brasil

Obs:
Mais uma receita que é mais tempura que bolinho.

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Penne com abóbora e cogumelos shiitake

Penne com abóbora e cogumelos shiitake

 Penne com abóbora e cogumelos shiitake

Gosto dos fins de semana de outono, em que podemos ficar em casa, sossegados, a ouvir a chuva e o vento lá fora. Hoje trago-vos um prato a saber (e a cheirar icon smile Penne com abóbora e cogumelos shiitake a esta estação. Ontem, na Terceira, o dia esteve ventoso e chuvoso. O típico dia de outono, que pede forno aceso e refeições quentes e reconfortantes. Refeições como esta massa, saborosa e aromática. Sirvam-se icon smile Penne com abóbora e cogumelos shiitake Boa semana.

250 g de penne (ou outra massa curta)

70 g de bacon, cortado em cubos
2 dentes de alho, esmagados
2 colheres de sopa de azeite
5 chalotas, cortadas a meio
1 talo de aipo, em rodelas
½ abóbora (o proprietário da Biofontinhas, a quinta biológica onde a comprei, disse-me o nome da espécie, mas esqueci-me. Se alguém souber, fico muito agradecida icon smile Penne com abóbora e cogumelos shiitake
1 mão cheia de cogumelos shiitake
5 colheres de sopa de queijo cottage (só usei porque tinha um resto no frigorífico que, se não fosse usado hoje, ia para o lixo amanhã – é perfeitamente dispensável, no entanto, caso não usem, convém aumentar a quantidade de natas)
½ pacote de natas light
1 colher de chá de mistura de especiarias (pickling spice), gentilmente oferecida pela minha vizinha Diana)*
Sal e pimenta q.b.
Cebolinho para decorar
*Sementes de coentros, sementes de mostarda, grãos de pimenta preta, pimenta da Jamaica, canela, louro e piri-piri)
 Penne com abóbora e cogumelos shiitake
 Penne com abóbora e cogumelos shiitake

Demolhei os cogumelos, seguindo as instruções da embalagem.

Levei a massa a cozer, numa panela com água, temperada com sal.
Entretanto, levei o bacon ao lume com o azeite. Deixei cozinhar um pouco e juntei os alhos, as chalotas, o aipo e deixei cozinhar alguns minutos, até as chalotas estarem com uma aparência transparente. Adicionei as especiarias, os cogumelos e a abóbora e temperei com sal e pimenta. Deixei cozer. Misturei as natas e deixei apurar alguns minutos. Envolvi a mistura de legumes com a massa e com o queijo cottage. Coloquei tudo numa assadeira, untada com manteiga, e levei ao forno a gratinar (Caso não utilizem o queijo cottage, podem polvilhar com outro queijo a gosto, parmesão ou Ilha, por exemplo). Decorei com cebolinho.

Boa semana. Beijinhos, Ilídia

 Penne com abóbora e cogumelos shiitake
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Penne com abóbora e cogumelos shiitake

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Quiche de Legumes com Queijo Fresco

Quiche de Legumes com Queijo Fresco

Mais uma receita do Chef.Hernani Ermida publicada na secção de Culinária da Dica de 22 de Setembro de 2011. Já aqui referi que não aprecio quiches uma vez que se tornam um pouco enjoativas devido às natas, mas esta como não leva natas resulta na perfeição. Eis a minha adaptação…

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Ingredientes:

1 rolo de massa folhada fresca

1 queijo fresco

1/2 courgette

1 alho francês

1 cenoura

1 lata pequena de cogumelos laminados

1/2 pimento vermelho

Algumas azeitonas verdes descaroçadas e recheadas com pimento

1 cebola

1 dl de azeite Clássico Espiga

3 ovos

1 dl de leite magro

Sal e pimenta q.b.

Num tacho levar ao lume o azeite e a cebola muito picadinha. Quando começar a ficar translúcida adicionar o alho francês às rodelas muito fininhas. Mexer e deixar cozinhar até perder o volume. Acrescentar a cenoura e a courgete raladas, o pimento aos cubinhos e os cogumelos escorridos. Misturar bem até que todo o líquido evapore.

Adicionar as azeitonas e temperar com sal e pimenta. Retirar e deixar arrefecer.

Forrar uma forma de tarte com a massa folhada, verter o preparado anterior e por cima dispor o queijo fresco cortado aos cubinhos. Aparar as bordas.

Bater muito bem os ovos com o leite e deitar sobre os legumes. Levar ao forno pré-aquecido a 180 °C durante cerca de 30 minutos.

Desenformar e servir morno.

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Quiche de Legumes com Queijo Fresco

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Bolo de Bolacha e Leite Condensado

Bolo de Bolacha e Leite Condensado

 Bolo de Bolacha e Leite Condensado
 Bolo de Bolacha e Leite Condensado
Ingredientes:
2 pacotes de natas, 6 folhas de gelatina, 1 lata de leite condensado cozido, 2 pacotes de bolacha maria, café forte q.b.

Preparação:
Bata as natas bem firmes. Adicione depois a lata de leite condensado cozido e continue a bater. Junte depois as folhas de gelatina previamente demolhadas em água fria e derretidas com um bocadinho de natas. Envolva tudo muito bem. Num prato de servir, disponha um aro e coloque no seu interior, uma camada de bolacha molhada em café e outra de creme e assim sucessivamente até terminar os ingredientes, tendo em conta que a última camada tem que ser de creme. Polvilhar com bolacha ralada e decorar a gosto.

Notas:
- Esta foi a sobremesa que preparei para o almoço de aniversário da minha afilhada.

- Foi um almoço animado e a pequenita estava muito feliz!

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Crepes de Maçã com Pinhões e Canela

Crepes de Maçã com Pinhões e Canela

 Crepes de Maçã com Pinhões e Canela
 Crepes de Maçã com Pinhões e Canela
 Crepes de Maçã com Pinhões e Canela
Ingredientes: Para a massa
200 g de farinha, 2 ovos, 3 dl de leite, 1 c. (de sopa) de óleo, 1 pitada de sal fino, raspa de limão q.b.

Para o recheio
4 maçãs, 2 c. (de sopa) de pinhões, 2 c. (de sopa) de passas de uva, 1 pitada de canela, 40 g de açúcar, 20 g de manteiga.

Preparação:
Misture a farinha, os ovos, o leite, o óleo, o sal e a raspa de limão, até obter um preparado homogéneo. Deixe descansar por dez minutos. Unte uma frigideira com um pouco de óleo e coloque massa até cobrir o fundo. Deixe cozinhar de um lado e do outro. Repita a operação até terminar a massa. Descasque as maçãs, corte-as aos gomos e depois em lâminas. Leve ao lume uma frigideira com a manteiga e o açúcar. Depois junte as maçãs, os pinhões, as passas de uva e a canela. Salteie tudo. Coloque um pouco de maçãs sobre cada crepe, dobre e enrole. sirva decorado a gosto.

Notas:
- Depois da entrada de espargos e de um bacalhau com natas que não ficou na fotografia, aqui está a sobremesa que preparei para o jantar de aniversário do meu marido!

- Acompanhei com uma bola de gelado, uma cereja e um raminho de hortelã, só para dar um colorido…

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Crepes de Maçã com Pinhões e Canela

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Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

                  Diz-se que todos os sabores que sentimos, são combinações de quatro impressões fundamentais: doce, amargo, salgado e ácido.

Agridoce (acre + doce), o tema desta 50ª Trilogia com a Ana e o Cupido, designa uma tonalidade sápida obtida pela reunião de elementos doces e ácidos mas, em culinária prática, chama-se tom agridoce a qualquer combinação de doce com amargo, salgado ou ácido.
Para esta receita, que se queria agridoce à força, escolhi um conjunto de ingredientes e acompanhamentos que permitissem desfrutar de diferentes formas o tema da refeição.
A carne de porco (doce) destes grossos nacos transversais da rabadilha foi demoradamente impregnada com uma pasta de caril muito sui generis, o biryani, que é uma variedade já por si agridoce, depois ao ser grelhada fornece amargo, por fim caramelizada com mel e acompanhada por um puré de batata doce acidulado com balsâmico e por um chutney de ananás e pimento que fiz há mais de 3 anos e que guardei ciosamente até hoje (está quase a acabar), estando agora uma preciosidade indescritível, daquelas que o tempo cozinhou, que emocionam e que se hesita em engolir, de tão bom.  
Ingredientes:
Carne da rabadilha de porco, muito grossa
Pasta Biryani (médium ou hot)
Sal
Mel
Batata doce amarela
Natas frescas
Pimenta preta
Vinagre balsâmico
Preparação (2 pessoas):
Corte transversalmente de uma rabadilha de porco, dois bifes com 2-3cm de espessura.
 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

Barre dos dois lados com pasta de caril Biryani 

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

e deixe algumas horas a macerar.

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

Tempere com um pouco de sal (verifique a quantidade de sal do Biryani que utilizar, que por vezes é muita) e leve à chapa lisa com calor moderado durante cerca de 10 minutos,

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

 depois levante o calor de modo a que a pasta torre e se torne castanho muito escuro.

Retire a carne, sacuda restos da pasta que lhe estejam agarrados, limpe a chapa e volte ao lume médio, desta vez pincelando repetidamente com mel e virando,
 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

de modo a que este mel caramelize e dê à carne um tom bronzeado intenso e uma doçura que contraste com o amargo, ácido e picante do Biryani.

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

Sirva com um puré feito de batatas doces cozidas em água e sal, esmagadas grosseiramente, temperado com pimenta, aveludado com nata fresca e borrifado já no prato com vinagre balsâmico e um chutney caseiro.

 Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos


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Porco Agridoce com Chutney de 3 Anos

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A Festa de Filetes

A Festa de Filetes

 A Festa de Filetes
              Um filete é um filete, embora lhe chamem outras coisas de acordo com as necessidades de novidade do marketing da industria alimentar e assim apareça como troço, lombinho, medalhão, etc., isto para só falar dos nomes que se mantiveram em português.
Hoje, que é precisamente o tema para esta 49ª trilogia com a Ana e o Cupido, decidi dar uma volta às roupagens clássicas que vestem um filete, albardado, panado, au meunier, no forno, arranjar-lhe companhia diferente da habitual e, de uns filetes de pescada, fazer uma festa de filetes. 
Ingredientes:
Filetes de pescada
Sal, pimenta e sumo de limão
Amendoins crus
Farinha e ovo batido
Azeite refinado
Azeite virgem
Batata-doce amarela
Natas
Coentros frescos
Courgette pequena
Vinagre balsâmico
Maionese de leite
Polpa de tomate ou ketchup
Miolo de camarão
Preparação:
Escolha filetes altos e tempere-os com sal grosso, pimenta preta e salpique com umas gotas de limão. Reserve.
 A Festa de Filetes
Triture amendoins crus * (também pode experimentar com amêndoa, caju, pinhões ou avelãs, sempre crus), de modo a ficarem reduzidos a um granulado grosso. Reserve.
Descasque em cru e ponha a cozer em água e sal as batatas-doces cortadas em cubos, passe os filetes por farinha, ovo batido e pelo amendoim triturado e frite-os em azeite refinado 
 A Festa de Filetes
com calor médio, de modo a que o amendoim do panado possa fritar sem queimar, o que transmitiria um sabor desagradável ao peixe. Escorra em papel e reserve quente
 A Festa de Filetes
 enquanto esmaga grosseiramente os cubos de batata-doce
 A Festa de Filetes
 e tempera o puré obtido com sal, pimenta, coentros e natas frescas.

 A Festa de Filetes
Sirva os filetes quentes, acompanhados pelo puré,
 A Festa de Filetes
 por uma salada de courgette crua cortada muito fina longitudinalmente e temperada com pimenta, flor de sal, azeite virgem e vinagre balsâmico
 A Festa de Filetes
 e por um molho composto de maionese de leite (ou de ovo mas feita em casa), um golpe de polpa de tomate ou ketchup para tomar um tom rosado e miolo de camarão cozido e triturado.
 A Festa de Filetes
Acompanhou esta paleta de sabores uma garrafa gémea do BSE que cozinhou o galo da trilogia de há duas semanas, desta vez bebida até à última gota, como bem merece este grande vinho que sob a batuta de Domingos Soares Franco, vai dispensando sub-títulos como “colheita seleccionada”, “reserva” ou “selecção”; é que quem o conhece, sabe que basta ser “BSE”, B de branco, S de seco e E de muito, muito especial.
 A Festa de Filetes
 (Parabéns à Casa José Maria da Fonseca pela adesão de mais um vinho à utilização de uma excelente rolha de aglomerado de cortiça, a demonstrar que um grande vinho continua a sê-lo mesmo mostrando preocupações ambientais).
Nota: * Deve usar amendoins ou outro fruto seco mas sempre cru, para que ao fritar este não fique logo demasiado torrado, o que tornaria o panado amargo e desagradável. A noz não é adequada a este fim. 
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A Festa de Filetes

Mais receitas para se preparar na cozinha

Coq au Riesling

Coq au Riesling

 Coq  au Riesling
                  O tema para esta 47ª Trilogia com a Ana e o Cupido, foi “A Cozinha do Vinho” e, se de repente pode parecer algo rebuscado ou raro, se atentarmos no número de vezes que as nossas receitas passam por marinadas e vinhas de alhos, por refrescar com vinho branco, temperar com Porto ou Madeira, vemos que bem poucos são os pratos que, nalguma altura da sua preparação, não levaram um vinho.

Na verdade os grandes pratos feitos com base no vinho, como as chanfanas ou o coq au vin já aqui figuram no Outras Comidas, pelo que a escolha recaiu sobre um outro emblema da cuisine française, o Coq au Riesling, sendo que este Riesling é um famosíssimo branco seco da Alsácia que eu, naturalmente, substituí por BSE* com belíssimos resultados e que, a propósito, nos leva diretamente para o tema, que alguns acham polémico, da qualidade dos vinhos que se usam para cozinhar.
Quando se fala de vinhos para cozinhar, existem por norma 3 posições, que cada opinante defende com unhas e dentes: nos extremos, estão os que acham que para cozinhar qualquer coisa serve, já que é para “queimar”, e os que acham que se deve cozinhar com os melhores vinhos, pelo menos tão bons como os que se servirão no repasto. Entre estes extremos ficam os outros, ditos mais comedidos e sensatos, que acham que no meio é que está a virtude e que sendo asneira “queimar” vinhos excelentes, os vinhos fracotes também não cumprem o desiderato. Curiosamente, acho que nenhum tem razão e, na minha humilde opinião, todos a podem ter.
A única oportunidade para se usar um vinho excelente num cozinhado, sem ser por exibição possidónia****, são aqueles raríssimos pratos que levam vinho após a confeção, já fora do lume. Conheço dois ou três nas cozinhas francesa, alemã e eslava, nenhum na cozinha portuguesa e de facto, o uso de vinhos assim na cozinha costuma ser uma pura exibição ostentatória de novo-riquismo ignorante porque, realmente, é preciso não se fazer a mais pequena ideia do que acontece ao vinho dentro de uma panela ou frigideira para se pensar que algo das suas propriedades organoléticas poderá sobreviver a tal “queima”. 
A esmagadora maioria dos vinhos baratos, a chamada gama de entrada (de 1 a 3€ a garrafa) serve para a esmagadora maioria dos pratos feitos com vinho; não estou a falar de algumas zurrapas “a martelo” que hoje já quase não aparecem e será sempre necessário perceber a característica básica deste vinho quanto a açúcares, ácidos, taninos pois se um vinho adocicado poderá servir na perfeição para algum prato agridoce, já a maioria pedirá alguma secura ao vinho utilizado. 
Mas posições como a muito conhecida de que se deve “constipar” o leitão da Bairrada com o vinho da região são puro delírio até porque para além do choque térmico, não fica nada que possa ser atribuído às características do vinho bairradino na pele do leitão.
Quanto à posição do meio, a comedida, partilho-a quando se trata de uma cocção lenta em vinho, como é o caso das referidas chanfanas e do coq au vin em que o vinho perde o álcool mas mantém a sua fase aquosa durante todo o cozinhado. Aí, se se for beber um vinho médio, aconselho o seu uso também para o tacho. 
Se o vinho a beber for já um bom vinho, então guarde-se para ser bebido que foi para isso que foi feito.
Já falados do “Riesling/ BSE*” vamos então ao “coq” que foi este, magnífico, apanhado na capoeira campestre alentejana e que cumpriu tão bem a sua pouco voluntária  obrigação, que aqui deixo em homenagem a última foto antes do passamento,

 Coq  au Riesling

                                                    Última foto da vítima, momentos antes do sacrifício.

a cujos pormenores vos poupo, pois sei que os meus leitores são pessoas sensíveis e, como diz Sophia**: “As pessoas sensíveis não são capazes / De matar galinhas / Porém são capazes / De comer galinhas…/…”.


Ingredientes ***:

1 Galo
50g de manteiga
3 chalotas
2 colheres de sopa de farinha
1 garrafa de Riesling
250g de cogumelos de Paris
1 colher de sopa de vinagre
¼ de um limão
200g de natas 30%m.g.
Salsa, louro e tomilho (bouquet garni)
1 raminho de aipo
Sal e pimenta

Preparação:

Derreta 40g de manteiga numa caçarola e coza nela os pedaços de galo, sem deixar dourar. Junte a chalota cortada ou picada, salpique com a farinha e envolva bem.

 Coq  au Riesling

Junte então o vinho e um pouco de água, se necessário, para que a carne fique coberta. Tempere com as ervas, sal e pimenta e deixe a fervinhar, tapado, até o galo estar tenro, o que levará cerca de 2 horas.

Cozinhe rapidamente os cogumelos na restante manteiga, sumo de limão, sal e pimenta. Reserve.

 Coq  au Riesling

Retire a carne para a travessa de serviço e mantenha-a quente. Reduza o liquido em lume forte e caçarola aberta durante alguns minutos de modo a que se reduza um terço o seu volume, passe este molho pela varinha, junte os cogumelos e as natas,

 Coq  au Riesling

deixe ferver por momentos e despeje sobre a carne.

 Coq  au Riesling

Acompanhe com arroz branco.

 Coq  au Riesling

Notas: * Feito com as castas Antão Vaz, Fernão Pinto e Arinto, das Grande Vinha de Algeruz e da Vinha dos Cistus este BSE (Branco Seco Especial) é, desde 1947 e a um preço irrisório, um dos grandes brancos portugueses, para cozinhar e, naturalmente, para beber sem nunca desiludir.
** Sophia de Mello Breyner Andresen, As Pessoas Sensíveis, (Livro Sexto)
*** Françoise Bernard, La Cuisine Facile, pp. 175, Hachette, Paris 1965

**** Há ainda a possibilidade de um grande vinho ser utilizado na panela por exibição insultuosa, como foi o caso de um dos mais elitistas e arrogantes “críticos” enófilos da nossa praça, um tal Pingus que, na sua sanha anti vinhos-de-que-os-outros-gostam, usou, ou diz que usou, o Pêra Manca para regar um peixe no forno…

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esta é a receita: Coq au Riesling
fonte original

http://outrascomidas.blogspot.com/2011/09/coq-au-riesling.html

Coq au Riesling

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