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ESPETINHO DE MANGA

ESPETINHO DE MANGA

espetinhomangammulher ESPETINHO DE MANGA
1 manga grande sem casca e cortada em cubos grandes
1/2 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de vinho branco seco
1/2 colher (sopa) de creme vegetal
Folhas de hortelã a gosto
2 xícaras (chá) de frutas vermelhas congeladas
1 1/2 xícara (chá) de açúcar

Num recipiente, ponha os cubos de manga e regue com o suco e o vinho. Deixe marinar durante alguns minutos. Aqueça o creme vegetal em uma grelha e asse os cubos de manga até dourarem.
Em uma panela, ponha as frutas vermelhas, o açúcar e o marinado de manga. Cozinhe até formar uma calda grossa.
Coloque os cubos de manga em 4 palitos e salpique as folhas de hortelã. Sirva com a calda.

Foto Ormuzd Alves
Adaptado de Delícias da Calu/M de Mulher

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fonte original

http://receitaseticas2.blogspot.com/2011/10/espetinho-de-manga.html

ESPETINHO DE MANGA

Mais receitas para se preparar na cozinha

Bolo PODRE (forno a lenha)

Bolo PODRE (forno a lenha)

Depois do assado feito no forno a lenha, resolvi aproveitar o calor do mesmo e experimentar a colocar lá um bolo. Fi-lo em 5 minutos, pois, como podem ler, é muito rápido de se fazer. O resultado foi positivo.

½ xícara de manteiga

1 xícara de açúcar

2 xícaras de farinha

½ xícara de leite

 Bolo PODRE  (forno a lenha)
2 ovos
2 colheres de vinho do Porto

1 colher de chá de canela

2 colheres de chá de fermento

Nozes picadas q.b.

Junta-se tudo, bate-se bem e vai ao forno a 190ºC. Mas, desta vez coloquei-o no calor de um forno a lenha (como leram inicialmente).

PMT

 Bolo PODRE  (forno a lenha)
4314500137037738135 2102330439151148061?l=receitasaodesafio.blogspot Bolo PODRE  (forno a lenha)

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Bolo PODRE (forno a lenha)

Mais receitas para se preparar na cozinha

Anchova assada no forno com hortelã-pimenta e outras ervas aromáticas

Anchova assada no forno com hortelã-pimenta e outras ervas aromáticas

 Anchova assada no forno com hortelã pimenta e outras ervas aromáticas
 Anchova assada no forno com hortelã pimenta e outras ervas aromáticas

Na onda da brisa marítima que envolve a ilha, e na sequência do polvo à lagareiro da Maria, trago-vos este peixe assado que resolvi aromatizar com ervas.

Garanto-vos que ficou delicioso, também devido ao facto de o peixe ser fresco.
Ingredientes
1 anchova
mistura de cinco pimentas
alho fresco
alho em pó
azeite
vinho branco (1 copo)
água (1 copo pequeno)
tomate pelado triturado ou polpa de tomate (3 colheres de sopa)
ervas aromáticas para peixe
hortelã-pimenta
cebolinho
sal
Modo de Preparar
Após o peixe estar limpo de escamas e entranhas, aconcheguei-o num tabuleiro de levar ao forno e desferi-lhe dois golpes diagonais em cada um dos lados.
Temperei-o com sal, com a mistura de cinco pimentas, com ervas aromáticas para peixe (costumo comprar da Margão) e alho em pó.
Numa tigela de ir ao micro-ondas piquei bastante alho miudinho, várias folhas de hortelã-pimenta, cebolinho e cobri generosamente estes ingredientes com azeite. Levei este preparado a fervilhar ao micro-ondas. É necessário prestar atenção porque o azeite ao ferver  pode verter. É importante deixar fervilhar para o paladar do alho e da hortelã-pimenta se integrar no azeite.
Pincelei o peixe de ambos os lados com este molho.
Na mesma tigela ainda suja do molho coloquei o vinho, a água e as 3 colheres de sopa de tomate pelado triturado. Misturei e coloquei este molho no tabuleiro à volta do peixe.
Levei o peixe a assar em forno previamente aquecido.
Servi com arroz branco regado com o molho do peixe.
 Anchova assada no forno com hortelã pimenta e outras ervas aromáticas
Patrícia
Obs. A hortelã-pimenta, os alhos e o cebolinho são do Biofontinhas, claro!
Poderão também espreitar outra sugestão de peixe,  confecionada pela Ilídia, no Acre e Doce.
4314500137037738135 4802587960413799869?l=receitasaodesafio.blogspot Anchova assada no forno com hortelã pimenta e outras ervas aromáticas

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Anchova assada no forno com hortelã-pimenta e outras ervas aromáticas

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Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro

Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro

O que é que os ideais do 5 de Outubro têm a ver com estas lulas? Nada. Ou melhor, talvez até haja alguma relação. (Agora devem estar a pensar o que é que me passou pela cabeça!?) A 5 de Outubro de 1910 deu-se início à primeira república portuguesa. Esta foi também a primeira vez que confecionei este prato, mas não demorei 16 anos como a 1ª república, um período instável cheio de divergências onde houve sete parlamentos, oito presidentes da répública e sucessivas alterações de governos.  Este prato foi, de facto, também bastante demorado de fazer por ter várias fases, para as quais é preciso alguma paciência e, sobretudo, tempo. O feriado proporcionou-me estes dois últimos ingredientes.


 Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro
Ingredientes

2 kg de lulas limpas (elas depois de descongeladas ficam em nada)
1 embalagem de 150 gr de bacon às tirinhas
1/2 lata grande de cogumelos
azeitonas
arroz (2 chávenas)
1 lata pequena de tomate pelado triturado
4 colheres de polpa de tomate
1 copo grande de vinho branco
1/2 pimento vermelho
10 azeitonas
2 cebolas médias
6 dentes de alho
1 caldo de marisco
pimenta preta
piri-piri em pó
1 colher de chá de gengibre ralado na hora
sal
azeite
palitos

Limpeza das lulas
Apesar de já comprar as lulas limpas, gosto sempre de passá-las por água porque algumas ainda trazem alguma “matéria intestinal”.
Num recipiente coloquei as lulas inteiras lavadas e em outro os tentáculos cortados ao alto e limpos de olhos “porque algumas ainda os trazem e afinal de contas as lulas não precisam de ver para onde vão!:))

Cozedura do arroz
Coloquei as duas chávenas de arroz a cozer (2 de arroz para 4 de água) em água a ferver temperada com sal.

Preparação do Recheio
Comecei a preparar o recheiodas lulas.
Fiz um refogado com uma cebola e 2 dentes de alho. Adicionei 4 colheres de polpa de tomate, temperei com sal, pimenta preta e piri piri. Juntei os tentáculos das lulas e uma ou outra lula que já vinha furada e  inútil para encher com o recheio. Deixei ferver. Juntei o bacon e os cogumelos cortados aos pedacinhos e as azeitonas. Adicionei um copo da água destilada pelas lulas nos recipientes onde as coloquei depois de lavadas. Deixei cozinhar em lume brando até as lulas estarem quase cozidas.

Recheio das lulas
Misturei parte do arroz cozido (1/3) ao preparado do recheio.
Recheio as lulas e fechei-as com um palito.

Preparação do molho para as lulas recheadas
Refoguei 1 cebola com 4 dentes de alho em azeite.
Triturei o 1/2 pimento vermelho na Bimby (ou no copo liquidificador) com o copo de vinho branco.
Verti para o refogado.
Adicionei a lata pequena de tomate triturado (pode ser tomate inteiro que vai a triturar com o pimento)
Polvilhei com o gengibre com  pimenta preta.
Adicionei um caldo de marisco.
Temperei de sal. Adicionei um copo de água.
Coloquei as lulas recheadas uma a uma num tacho largo para ficarem  cobertas com o molho.

Obs. É conveniente deixar levantar fervura antes de se adicionar a água pois as lulas destilam muita água.

Acompanhei com o resto do arroz branco, ao qual adicionei uma colher de manteiga já depois de cozido, e com curtume caseiro, o já aqui publicado perregil ou funcho do mar.

 Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro

Bom apetite!

Patrícia
4314500137037738135 3367089673610346856?l=receitasaodesafio.blogspot Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro

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Lulas Recheadas para o almoço do 5 de Outubro

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Tarte de Maçã

Tarte de Maçã

Adoro bolos de maçã e canela, especialmente no Outono e Inverno. Este fim de semana fiz uma tarte muito simples de preparar, receita de uma senhora que trabalha na minha escola, a quem tenho de agradecer as magníficas receitas que me tem confiado do seu caderninho.

 Tarte de Maçã




Ingredientes:
- 8 maçãs
- 4 ovos
- 8 c. sopa de açúcar
- 8 c. sopa de leite
- 8 c. sopa de farinha
- 5 c. sopa de mel
- 2 c. sopa de canela
- 1 c. chá de fermento para bolos
- 1 cálice de vinho do Porto


 Tarte de Maçã



Preparação:


Unta-se uma forma de tarte com manteiga e polvilha-se com farinha.
Descascam-se as maçãs, cortam-se em meias luas  e dispõem-se na tarteira, polvilhadas com canela. À parte, batem-se os ovos com o açúcar e os restantes ingredientes. Despeja-se este preparado por cima das maçãs, polvilha-se com canela e vai ao forno a cozer.
Serve-se simples, a acompanhar um chá, ou com uma bola de gelado de baunilha e caramelo, como sobremesa.

 Tarte de Maçã



Espero que gostem!


Maria

4314500137037738135 5973526736446018737?l=receitasaodesafio.blogspot Tarte de Maçã

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Tarte de Maçã

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Pescada Estufada

Pescada Estufada

Esta é das receitas mais simples e tradicionais que pode haver para além de sair sempre bem.

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Ingredientes:

3 Postas de pescada para cozer

1 dl de azeite clássico Espiga

1 cebola

1 dente de alho

1 cenoura

100 g de ervilhas (usei congeladas)

2 colheres de sopa de polpa de tomate

1 dl de vinho branco

1 dl de água

Sal e pimenta q.b.

Num tacho colocar o azeite, a cebola, o dente de alho e a cenoura bem picadinhos. Deixar refogar e quando a cebola estiver translúcida adicionar a polpa de tomate. Mexer e deixar cozinhar mais um pouco.

Acrescentar o vinho e a água. Temperar com sal e pimenta e juntar as ervilhas. Quando tudo estiver a ferver colocar as postas de pescada. Deixar cozer em lume médio com o tacho tapado.

Verificar se necessita de um pouco de água ou de rectificar os temperos.

Retirar quando o peixe estiver cozido.

7013690582037102841 1733822578211073?l=mundodasreceitas.blogspot Pescada Estufada

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Pescada Estufada

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Filetes de Pescada D.António

Filetes de Pescada D.António

Tento na medida do possível variar as receitas de peixe que faço. Desta vez adaptei uma receita publicada no site da Vaqueiro. Ficou óptima e de certeza que vou fazê-la mais vezes. Eis a minha adaptação.

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Ingredientes:

400 g de filetes de pescada

Sal e pimenta q.b.

2 dentes de alho

1/2 limão

1 cebola

50 g de azeite

1 lata pequena de tomate pelado

1/2 dl de vinho branco

Coentros

Temperar os filetes de pescada com sal, pimenta, os dentes de alho e o sumo de limão.
Colocar num tacho azeite juntamente com a cebola picadinha. Quando a cebola começar a ficar translúcida, juntar o tomate pelado aos bocados (sem as sementes) e o sumo. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos, regar com vinho branco, temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar até ferver. Nessa altura adicionar os coentros e triturar tudo com a varinha mágica.

Incorporar os filetes de pescada, tapar o tacho e deixar cozinhar mais cerca de 15/20 minutos.

Acompanhei com puré de batata.

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Filetes de Pescada D.António

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Arroz de Tamboril e Gambas

Arroz de Tamboril e Gambas

 Arroz de Tamboril e Gambas
 Arroz de Tamboril e Gambas
 Arroz de Tamboril e Gambas
Ingredientes:

2 lombos de tamboril, 2 dentes de alho, 1 cebola grande, 1 dl de azeite, 1 folha de louro, 1 raminho de coentros, 2 tomates maduros, 1 c. (de sopa) de massa de pimento, 1,5 dl de vinho branco, pimento vermelho, pimento verde, 350 g de arroz, 2 caldos knorr marisco, gambas, água, sal, pimenta, piri-piri e coentros picados q.b.

Preparação:
Corte o tamboril, em pedaços e tempere-o com sal. Tempere as gambas com sal e piri-piri a gosto e reserve. Refogue os alhos e a cebola, picada, no azeite, e adicione o louro, o raminho de coentros, a massa de pimento, o tomate limpo de peles e grainhas, picado. Regue com o vinho branco e junte o pimento, em cubinhos, e o tamboril. Regue com água, na medida tripla do arroz, e deixe ferver. Rectifique os temperos, adicione o arroz e deixe cozinhar, em lume brando. Já no fim da cozedura, junte as gambas, descascadas, apenas no tronco. Antes de servir, polvilhe com coentros picados.

Notas:
- Foi feito um bocadinho à pressa, mas estava delicioso!

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esta é a receita: Arroz de Tamboril e Gambas
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Arroz de Tamboril e Gambas

Mais receitas para se preparar na cozinha

A Festa de Filetes

A Festa de Filetes

 A Festa de Filetes
              Um filete é um filete, embora lhe chamem outras coisas de acordo com as necessidades de novidade do marketing da industria alimentar e assim apareça como troço, lombinho, medalhão, etc., isto para só falar dos nomes que se mantiveram em português.
Hoje, que é precisamente o tema para esta 49ª trilogia com a Ana e o Cupido, decidi dar uma volta às roupagens clássicas que vestem um filete, albardado, panado, au meunier, no forno, arranjar-lhe companhia diferente da habitual e, de uns filetes de pescada, fazer uma festa de filetes. 
Ingredientes:
Filetes de pescada
Sal, pimenta e sumo de limão
Amendoins crus
Farinha e ovo batido
Azeite refinado
Azeite virgem
Batata-doce amarela
Natas
Coentros frescos
Courgette pequena
Vinagre balsâmico
Maionese de leite
Polpa de tomate ou ketchup
Miolo de camarão
Preparação:
Escolha filetes altos e tempere-os com sal grosso, pimenta preta e salpique com umas gotas de limão. Reserve.
 A Festa de Filetes
Triture amendoins crus * (também pode experimentar com amêndoa, caju, pinhões ou avelãs, sempre crus), de modo a ficarem reduzidos a um granulado grosso. Reserve.
Descasque em cru e ponha a cozer em água e sal as batatas-doces cortadas em cubos, passe os filetes por farinha, ovo batido e pelo amendoim triturado e frite-os em azeite refinado 
 A Festa de Filetes
com calor médio, de modo a que o amendoim do panado possa fritar sem queimar, o que transmitiria um sabor desagradável ao peixe. Escorra em papel e reserve quente
 A Festa de Filetes
 enquanto esmaga grosseiramente os cubos de batata-doce
 A Festa de Filetes
 e tempera o puré obtido com sal, pimenta, coentros e natas frescas.

 A Festa de Filetes
Sirva os filetes quentes, acompanhados pelo puré,
 A Festa de Filetes
 por uma salada de courgette crua cortada muito fina longitudinalmente e temperada com pimenta, flor de sal, azeite virgem e vinagre balsâmico
 A Festa de Filetes
 e por um molho composto de maionese de leite (ou de ovo mas feita em casa), um golpe de polpa de tomate ou ketchup para tomar um tom rosado e miolo de camarão cozido e triturado.
 A Festa de Filetes
Acompanhou esta paleta de sabores uma garrafa gémea do BSE que cozinhou o galo da trilogia de há duas semanas, desta vez bebida até à última gota, como bem merece este grande vinho que sob a batuta de Domingos Soares Franco, vai dispensando sub-títulos como “colheita seleccionada”, “reserva” ou “selecção”; é que quem o conhece, sabe que basta ser “BSE”, B de branco, S de seco e E de muito, muito especial.
 A Festa de Filetes
 (Parabéns à Casa José Maria da Fonseca pela adesão de mais um vinho à utilização de uma excelente rolha de aglomerado de cortiça, a demonstrar que um grande vinho continua a sê-lo mesmo mostrando preocupações ambientais).
Nota: * Deve usar amendoins ou outro fruto seco mas sempre cru, para que ao fritar este não fique logo demasiado torrado, o que tornaria o panado amargo e desagradável. A noz não é adequada a este fim. 
5622598574709657388 3817251278634309014?l=outrascomidas.blogspot A Festa de Filetes

esta é a receita: A Festa de Filetes
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http://outrascomidas.blogspot.com/2011/10/festa-de-filetes.html

A Festa de Filetes

Mais receitas para se preparar na cozinha

Coq au Riesling

Coq au Riesling

 Coq  au Riesling
                  O tema para esta 47ª Trilogia com a Ana e o Cupido, foi “A Cozinha do Vinho” e, se de repente pode parecer algo rebuscado ou raro, se atentarmos no número de vezes que as nossas receitas passam por marinadas e vinhas de alhos, por refrescar com vinho branco, temperar com Porto ou Madeira, vemos que bem poucos são os pratos que, nalguma altura da sua preparação, não levaram um vinho.

Na verdade os grandes pratos feitos com base no vinho, como as chanfanas ou o coq au vin já aqui figuram no Outras Comidas, pelo que a escolha recaiu sobre um outro emblema da cuisine française, o Coq au Riesling, sendo que este Riesling é um famosíssimo branco seco da Alsácia que eu, naturalmente, substituí por BSE* com belíssimos resultados e que, a propósito, nos leva diretamente para o tema, que alguns acham polémico, da qualidade dos vinhos que se usam para cozinhar.
Quando se fala de vinhos para cozinhar, existem por norma 3 posições, que cada opinante defende com unhas e dentes: nos extremos, estão os que acham que para cozinhar qualquer coisa serve, já que é para “queimar”, e os que acham que se deve cozinhar com os melhores vinhos, pelo menos tão bons como os que se servirão no repasto. Entre estes extremos ficam os outros, ditos mais comedidos e sensatos, que acham que no meio é que está a virtude e que sendo asneira “queimar” vinhos excelentes, os vinhos fracotes também não cumprem o desiderato. Curiosamente, acho que nenhum tem razão e, na minha humilde opinião, todos a podem ter.
A única oportunidade para se usar um vinho excelente num cozinhado, sem ser por exibição possidónia****, são aqueles raríssimos pratos que levam vinho após a confeção, já fora do lume. Conheço dois ou três nas cozinhas francesa, alemã e eslava, nenhum na cozinha portuguesa e de facto, o uso de vinhos assim na cozinha costuma ser uma pura exibição ostentatória de novo-riquismo ignorante porque, realmente, é preciso não se fazer a mais pequena ideia do que acontece ao vinho dentro de uma panela ou frigideira para se pensar que algo das suas propriedades organoléticas poderá sobreviver a tal “queima”. 
A esmagadora maioria dos vinhos baratos, a chamada gama de entrada (de 1 a 3€ a garrafa) serve para a esmagadora maioria dos pratos feitos com vinho; não estou a falar de algumas zurrapas “a martelo” que hoje já quase não aparecem e será sempre necessário perceber a característica básica deste vinho quanto a açúcares, ácidos, taninos pois se um vinho adocicado poderá servir na perfeição para algum prato agridoce, já a maioria pedirá alguma secura ao vinho utilizado. 
Mas posições como a muito conhecida de que se deve “constipar” o leitão da Bairrada com o vinho da região são puro delírio até porque para além do choque térmico, não fica nada que possa ser atribuído às características do vinho bairradino na pele do leitão.
Quanto à posição do meio, a comedida, partilho-a quando se trata de uma cocção lenta em vinho, como é o caso das referidas chanfanas e do coq au vin em que o vinho perde o álcool mas mantém a sua fase aquosa durante todo o cozinhado. Aí, se se for beber um vinho médio, aconselho o seu uso também para o tacho. 
Se o vinho a beber for já um bom vinho, então guarde-se para ser bebido que foi para isso que foi feito.
Já falados do “Riesling/ BSE*” vamos então ao “coq” que foi este, magnífico, apanhado na capoeira campestre alentejana e que cumpriu tão bem a sua pouco voluntária  obrigação, que aqui deixo em homenagem a última foto antes do passamento,

 Coq  au Riesling

                                                    Última foto da vítima, momentos antes do sacrifício.

a cujos pormenores vos poupo, pois sei que os meus leitores são pessoas sensíveis e, como diz Sophia**: “As pessoas sensíveis não são capazes / De matar galinhas / Porém são capazes / De comer galinhas…/…”.


Ingredientes ***:

1 Galo
50g de manteiga
3 chalotas
2 colheres de sopa de farinha
1 garrafa de Riesling
250g de cogumelos de Paris
1 colher de sopa de vinagre
¼ de um limão
200g de natas 30%m.g.
Salsa, louro e tomilho (bouquet garni)
1 raminho de aipo
Sal e pimenta

Preparação:

Derreta 40g de manteiga numa caçarola e coza nela os pedaços de galo, sem deixar dourar. Junte a chalota cortada ou picada, salpique com a farinha e envolva bem.

 Coq  au Riesling

Junte então o vinho e um pouco de água, se necessário, para que a carne fique coberta. Tempere com as ervas, sal e pimenta e deixe a fervinhar, tapado, até o galo estar tenro, o que levará cerca de 2 horas.

Cozinhe rapidamente os cogumelos na restante manteiga, sumo de limão, sal e pimenta. Reserve.

 Coq  au Riesling

Retire a carne para a travessa de serviço e mantenha-a quente. Reduza o liquido em lume forte e caçarola aberta durante alguns minutos de modo a que se reduza um terço o seu volume, passe este molho pela varinha, junte os cogumelos e as natas,

 Coq  au Riesling

deixe ferver por momentos e despeje sobre a carne.

 Coq  au Riesling

Acompanhe com arroz branco.

 Coq  au Riesling

Notas: * Feito com as castas Antão Vaz, Fernão Pinto e Arinto, das Grande Vinha de Algeruz e da Vinha dos Cistus este BSE (Branco Seco Especial) é, desde 1947 e a um preço irrisório, um dos grandes brancos portugueses, para cozinhar e, naturalmente, para beber sem nunca desiludir.
** Sophia de Mello Breyner Andresen, As Pessoas Sensíveis, (Livro Sexto)
*** Françoise Bernard, La Cuisine Facile, pp. 175, Hachette, Paris 1965

**** Há ainda a possibilidade de um grande vinho ser utilizado na panela por exibição insultuosa, como foi o caso de um dos mais elitistas e arrogantes “críticos” enófilos da nossa praça, um tal Pingus que, na sua sanha anti vinhos-de-que-os-outros-gostam, usou, ou diz que usou, o Pêra Manca para regar um peixe no forno…

5622598574709657388 3329020606692883486?l=outrascomidas.blogspot Coq  au Riesling

esta é a receita: Coq au Riesling
fonte original

http://outrascomidas.blogspot.com/2011/09/coq-au-riesling.html

Coq au Riesling

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